terça-feira, 19 de abril de 2011

highway to hell

  Eu estou cansada.
  Eu quero xingar, machucar, gritar, quebrar, destruir, aniquilar. Quero canalizar toda essa raiva que está me corroendo.
  Eu geralmente uso a escrita para isso, mas não tenho sequer inspiração.
  Aliás, por que eu ligo? Ninguém lê mesmo.
  Se tiver alguém lendo, e está interessado em morte lenda e dolorosa, favor me procurar. Mas me procure ainda hoje. Minha esperança é o mau-humor passar.

  Desejo de coração que agora seus corações sejam partidos, suas vísceras comidas por alguém que se inspirou em Hannibal, e o Diabo coma vossos cus.

  Me arrependerei de ter dito isso daqui cinco minutos.

terça-feira, 12 de abril de 2011

you were born this way.

O pior sentimento que existe, é, sem dúvida, a vergonha. Mas como costuma dizer a mãe de uma amiga, “Vergonha é roubar e não carregar”.
  Não é vergonha gostar de sexo, não gostar de sexo, amar demais aquele menino idiota que nem te dá bola, sair com a maquiagem borrada, errar e depois pedir perdão admitindo que errou, chorar porque deu vontade, não ser amável todo dia, andar com gente esquisita, gostar de coisa esquisita, gostar de gente do mesmo sexo, ser idiota porque você sente prazer em ser. Mas seja. O principal problema da vergonha é não assumir o que você é por causa dela. 
  Roubem e carreguem, por favor. Se for pra sentir vergonha, sinta. Mas sinta por algo que valha a pena.

  Post-Scriptum: Apenas uma reflexão para a noite.   

é o amor que nunca morre.

  Você que leu o primeiro post vai pensar que o segundo será engraçado e tal. Mas ninguém é cem por cento todo dia. Acontece que eu tive uma conversa com um amigo sobre outra pessoa. E de repente me deu tanta, mas tanta saudade. Na verdade, penso que será inevitável eu um dia chegar a dizer tudo pra ela. Essa pessoa lerá o primeiro parágrafo, talvez o texto todo, mas não reparará que é dela que eu falo. Às vezes eu desejo que não repare.
  E eu estava tão bem, leitor. Eu estou entendendo a matéria “dificílima, que se vocês não entenderem, sétima série, pode estudar, e muito!”, consegui, depois de muito tempo – perdoe-me a expressão –, ligar o foda-se pra quem está atrapalhando minha vida, estava tranqüila, de bem. Mas isso está soando como se eu estivesse culpando meu amigo de ter me lembrado, mas ele apenas me acordou. O que está acontecendo, sei lá, não podia.
  É que eu tenho uma amiga. Tinha uma amiga. Uma amiga irmã, de anos, de tempos, de risadas, de noites, de segredos, amigas que ninguém acreditaria separadas. Mas ninguém (pelo menos na época dos desentendimentos – gravíssimos) sabia o que acontecia. Às vezes nem eu sabia. Quando a gente fala em amizade, pensa em cumplicidade, confiança e outros elementos que (NÃO É DISSO QUE VOCÊ TÁ FALANDO, RENATA) são fundamentais e etc. Mas não acontecia. Eu era completa e sinceramente amiga dela.
  Infelizmente, não era recíproco.
  E ela fez coisas imperdoáveis, maléficas, agiu como uma vadia sem coração, não me contou, não pediu desculpas, passou segredos meus pra frente... Ela não foi minha irmã. E hoje, o que doeu não foi a mágoa, nem o ódio das atitudes, nem o arrependimento. O que doeu foi a falta que a pessoa boa que ela no fundo é, das boas recordações, das piadinhas internas, das bobagens, das coisas de criança (porque querendo ou não, ela é parte da minha infância), das minhas broncas ignoradas, do quanto me sentia em casa em sua casa.
  Minha colega, se você entendeu que eu estou falando isso não é a toa, que é verdade, que sua falta me dói todo dia e eu só ignoro, só me faz um favor: não finge que não é com você que nem você fingiu aquela vez que dei a entender que sabia (e sei) daquela coisa. Eu te perdôo, você sabe que sim. Estou de casa, coração, e janelinha do messenger aberta para você, quando quiser, quando precisar, quando menos esperar, porque pra mim não existe o termo ex-irmã. Irmã é pra sempre, mesmo você a ignorando às vezes. E outra coisa: meu amigo está mal. Dá um descontinho.
  Caro leitor que não tem bulhufas a ver com essa história, quero esclarecer alguns pontos:
 - Não sou uma santa, errei também, e muitas vezes.
 - Sim, já dei muitas chances. Cara, eu não ligo, nasci pra ser decepcionada.
 - Eu não percebi porque sei lá. Um dos mistérios da minha vida é como ela olha pra minha cara todo dia.
 - Teve sim um ponto em que eu desisti. Proibi-me de pensar sobre isso, mas é inevitável.
 - Teve sim também um ponto em que eu pedi pra não me contarem mais nada.
 - Com certeza, se nos reaproximarmos, não vou dar confiança fácil. Sou desiludida, mas não sou burra.
 - Eu a amo mais do que vocês imaginam. Na dose saudável, mas essa distância (não física, mas emocional) me machuca, muito.
 - Não falo isso na lata porque esse tipo de coisa tem de ser ao vivo e eu não tenho intimidade o suficiente pra perguntar nem como vai o cachorro dela.
"Foram tantas brincadeiras, tantas conversas, tantas risadas e olhe agora. Nem conversamos mais."

domingo, 10 de abril de 2011

o quanto domingos podem ser aborrecidos.

  Eu sinceramente acho que domingo só tem uma finalidade: tornar o sábado interessante. Porque se o final de semana fosse apenas o sábado, este seria que nem o domingo e... deixa. Domingo geralmente sucks por diversos motivos, como ressaca e trabalhos de escola e você ter que acordar às seis da manhã na segunda-feira.
  Hoje foi um domingo diferente porque eu tomei coragem e finalmente fiz um blog pessoal. Minhas insanidades agora serão exclusivas pra cá e não terei que ficar postando-as no blog da escola, o que era péssimo porque meus professores, e PIOR, meus colegas liam e ficavam olhando pra mim com aquela cara de "why the hell você tem que ser tão esquisita??????".
  E, bem, pra vocês conseguirem ler mais do que esses três parágrafos mínimos (tenho que ir dormir, porque) terão que lidar com o fato d'eu conseguir mudar de assunto com facilidade e tentar ser engraçadinha sempre. Um exemplo disso é que comecei falando do quão ruim são os domingos e concluir falando das minhas futuras postagens que ocorrerão quando eu tiver vontade.
  Boa noite pra você que não está me lendo e espero que não me odeie infinitamente.